quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Novos Baianos


Poesia, música, arte. A estética do absoluto se manifesta aqui,
com toda a sua subjetividade,lugar onde razão e sujeito são apenas
um instrumento para aquilo que é muito mais poderoso, a arte.
Todos juntos transformam-se em um só ser, e poderiam ser apenas
mais um, mais foram altamente mais que o comum.
Musicalidade antológica, não pela erudição de épocas remotas,
mas sobretudo pela reinvenção do que até então era o corriqueiro.
De fato que os alicerces foram erguidos daquilo que se afigurava
diante das retinas auditivas, mas as projeções desejadas acabaram
por transcender as expectativas, resultando nessa novidade que o
próprio nome já sugere. Com certeza o que é novo causa espanto,
ainda mais quando esse novo surge acompanhado de ornamentos
quase nada convencionais, e por isso, o estardalhaço é insuportável
para aqueles que viviam e para os que vivem na habitual ignorância.
É como um grito nos tímpanos adormecidos e inertes, enclausurados
na vaidade despercebida. A potência sonora gera decibéis agradáveis,
a maestria literal aflora a beleza singular. E tudo o que representaram e ainda representam é marcado pela harmônica brasilidade... "Nem todos eram baianos, mas todos novos baianos."

Heitor Idílio (Alma de Poeta)